Dia Inútil
Sentado em frente ao computador, olho, sem querer, pela janela que brilha com os tímidos raios de sol que rompem as cinzas nuvens que povoam o céu.
Dos pássaros, restou o silêncio. O som vem do farfalhar das árvores, tímidas, com o vento brando que traz consigo um leve arrepiar de frio.
A xícara, que repousa sobre a mesa, tenta, sem sucesso, aquecer o ar com a fumaça de um café que lentamente se esfria.
Respiro fundo e olho de volta para o computador. Talvez hoje fosse um dia útil para ser completamente inútil. Talvez hoje seja um dia inútil para se ser útil.
Ouço risadas mescladas com o som do teclado, que cessa os ruídos para que se abra espaço para uma gargalhada. Me parece que há uma história hilária sendo contada na sala ao lado.
As primeiras gotas de chuva molham a janela.
Apenas o clima está nublado. Cinza. Pra baixo.
A produtividade ainda está em alta: senão de trabalho, ao menos de boas histórias.
O café esfriou.
Batem na porta me procurando: o dever me chama.
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