Desatenção
Ao escrever, quando desatento, cometo erros de concordância, de gramática, de ortografia.
Ao amar, quando desatento do que sinto, concordo em demasia,
Obedeço gramáticas inexistentes e,
Se erro uma grafia de expressão de sentimento,
Condeno-me tal qual um criminoso é condenado.
Meu crime: amar demais.
Mas como se sabe que se amou em excesso,
Se só terá sido exagerado se o objeto amado não pôde armazenar o amor recebido?
Quando desatento do que sinto, escrevo vírgulas onde eram pontos finais.
Quando desatento, enxergo livros inteiros na menor das orações.
Quando desatento, perco a coesão e a coerência,
Seja quando escrevo, seja quando amo.
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