Dissabores
Aquilo sem o qual eu não vivo, hoje mata-me aos poucos.
Corrói-me por dentro de maneira silenciosa, que só quando enerva-se,
Noto o estrago que tem feito.
Silenciosamente vai tirando de mim os prazeres.
Silenciosamente afasta-me dos meus sabores.
Silenciosamente esfria os meus amores.
Como posso ter passado toda a vida consumindo
E agora, quando já não posso mais voltar atrás,
Pune-me pelos excessos?
Resta-me, portanto, escolher entre a vida sem graça sem você
Ou uma vida regada aos sabores e cores que me trazes,
Mas que lentamente acelera meu fim.
Refiro-me ao café, que me aflige o estômago,
Mas em uma noite solitária,
Poderia eu extrapolar ao amor?
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